domingo, 27 de junho de 2010

A VIDA É UMA PEÇA DE TEATRO



Quero falar de Carlitos, o ilustre e Grande Vagabundo,
Com seu chapéu coco, um bigode engraçado e uma bengala,
O primeiro palhaço que encantou e assombrou o mundo!

Começou sua carreira aos 8 anos - ainda era um menino
E seguiu, sem descanso, até quase completar 88 anos.
Um gênio, um amável palhaço, um ser divino!

Como um andarilho apaixonado e pobretão,
Atuou num mundo dilacerado pela guerra,
E com seu jeito incrível, enterneceu os corações!

Chaplin não foi apenas grande. Foi gigantesco!
Um gentleman da época do cinema mudo,
O grande cineasta, o mágico escritor tão pitoresco.

Seu humor tinha sempre por trás, de vida, uma lição...
A alma boa se espelhava no seu ingênuo olhar,
E de seu imenso carisma, ninguém esquece não.

Filósofo talvez, escreveu textos profundos e notáveis,
Fez a felicidade de tantos que sofriam com a guerra,
Transformando coisas simples em fatos memoráveis!

Notabilizou-se pela ousadia de fazer rir, fazer chorar,
Sem precisar dizer sequer, uma palavra...
Tornou-se imortal, transpôs do tempo o patamar.

Um sábio, um homem ingênuo, um grande pensador:
“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.”
Se expressava com sabedoria, com encanto, com amor...

“Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente”,
O mundo, ao recebê-lo, se tornou mais rico...
Nada o demovia... e a arte? Viveu-a intensamente...

E completou seu pensamento, com grande maestria:
“Antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”
O mestre que soube como fazer nascer nos corações, a alegria!


♦ Mírian Warttusch
Imagens: Google
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O INSOLENTE OUTONO


Quando o outono insolente, vem os galhos desnudar...

Arranca todas as folhas, pra árvore se entregar.

Insólita, vibra e geme, essa árvore despida...

E se entrega então ao vento, de uma forma desabrida!

O inverno vem castigá-la, ciumento, estarrecedor,

Fustiga todos os galhos, com muita raiva e furor.

Mas a gentil primavera, vendo a árvore despida,

A cobre de tantas flores, enchendo-a de amor e vida.

A árvore agradecida, se entrega em doce abandono,

Mas sente muita saudade da insolência do outono.

♦ Mírian Warttusch
Imagens: Google

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Clamor da Natureza


Piedade, para o homem vou pedir!
Eu só quero ter direito de viver!
Fui semente indefesa,germinei na natureza
Muitos anos precisei
Para crescer...

Deixa-me florir por todas as campinas
Ter as aves que procuram
Entre as folhas, nos seus ninhos,
Se abrigarMinha sombra suaviza
Teu suor, e esta brisa,
Faz teu corpo no meu tronco descansar.


O meu fruto reproduz teu alimento
Por favor, por um momento,
Pára e pensa um pouco
Antes de ligar,
Essa sua ferramenta
Que me fere e me atormenta;
Faz a mata virgem inteira chorar!


-Não me corte! Plante uma semente
Aja sempre consciente.
Natureza, Mãe alegre vai ficar!
Lá do alto, o Criador
Há de olhar com mais amor
E por toda a vida vai te abençoar!


♦ Mírian Warttusch e Vado Barros
Imagens: Google


Sombras de Paixão


As nossas sombras, um dia se encontraram,
Paixão fulminante, à luz do sol se apaixonaram!
Chegou o breu da noite e tudo se apagou...
O tempo, implacável, nossa sombra dissipou...


Segui sozinha e nem mais soube de ti...
Muitas décadas se foram no tempo me perdi...
Sempre que minha sombra ao sol aparecia,
Estendia a mão, que retornava tão vazia...


Hoje passei por ti, nem te reconheci...
Não me reconheceste também; e assim segui...
Nossas sombras entanto, no muro projetadas,



Recordaram que se amaram em décadas passadas.
Quiseram se tocar... se amar de novo, alucinadas,
Mas nós seguimos, indiferentes, nossa estrada!


♦ Mírian Warttusch
Imagens: Google

Devagar desliza...devagar...


No quarto semi-obscuro,
Com o olhar te procuro...
Estás tão linda a repousar,
Teu alvo corpo, banhado de luar...
Dormes, alheia e pura,
Sem saber que te procura, o meu olhar...
Que a te adorar, se imobiliza...
Devagar desliza... devagar...
A sono solto,
Tens o corpo envolto
Em rendado baby-doll.
E no colo, ainda,
Tens a cor infinda do calor do sol.
Descansa no travesseiro,
Um rosto calmo e faceiro.
E com encanto tamanho,
Sedoso e belo teu cabelo castanho.
Mas, acordar-te, receio...
Fico do quarto ao meio,
Fitando teu belo seio,
Que leve... leve a arfar,
Ora se esconde,
Ora se banha de luar...
Deito ao teu lado e reflito...
- Mas não durmo, estou aflito...
De cá para lá, me agito
–Adivinhas meu desejo,
Acordas... e com um beijo,
Me dizes tão docemente:
Estiveste muito tempo ausente
................................................
O primeiro albor de sol,
Ilumina o baby-doll,
Abandonado no chão...
E se derrama sobre ti
Que dormindo, ainda sorri,
Estreita ao meu coração!


♦ Mírian Warttusch

Imagens: Google