quinta-feira, 12 de julho de 2007

DUAS ESTRELAS



Divinas, mansas, perenes,
Cintilam de amor tamanho
Toda noite no meu leito
Em sua luz eu me banho.



Chegam tão apaixonadas,
Universo de delícias...
Nosso encontro... é madrugada...
Dardejam loucas carícias.



Estrelas que em cada ponta,
Guardam múltiplos anseios,
Cada qual,assim, mais tonta,
A viajar sobre os meus seios.



Segredo bom não se conta?
Conto sim...as tuas mãos
São essas duas estrelas,
Perdidas na imensidão.



Na entrega, tanta loucura,
Quando teus dedos me tocam,
Como as pontas das estrelas,
Mil frenesis me provocam.



Sempre unidos, céu e terra,
Universos consonantes,
Ganhando o céu,somos anjos,
Na Terra somos amantes!



Cinco pontas cada estrela
Brilhando na imensidão,
Ardorosas, se assemelham,
Aos dedos das tuas mãos.



** MÍRIAN WARTTUSCH **

TÃO SÓ



Porque será que este vazio no meu peito,
Me deixa tão alquebrado e ansioso?
Porque será, que fere e não tem jeito
Este sentimento triste e tedioso?



Eu não reajo à essa estranha solidão,
Desde que o amor me disse adeus, um dia...
Desde que me levaram, do peito, o coração,
Desde que minha cama ficou tão mais vazia...



Parece ser tolice pra quem nunca amou,
Pra quem perdidamente não se apaixonou,
Pra quem não viveu e nunca se entregou,



Para quem de carícias jamais se inebriou,
Entender, que se alguém me abandonou,
Valeu o tempo que esse amor durou!



** MÍRIAN WARTTUSCH **

terça-feira, 10 de julho de 2007

QUE SEJA TUDO OU NADA!



Que eu seja esse alguém te completando
Que eu seja o “tudo” e jamais o “nada”
Seja para sempre e não de vez em quando
Minh’alma na tua, tão iluminada!



Não serei tua, apenas em metade
Que eu te complete, amante, por inteiro...
Que seja por amor, puro e sincero,
Jamais por interesse ou por dinheiro!



Tua vontade seja também essa
De te entregares a mim, sem ironias
E que ao morrer de amor, seja sem pressa



Nas noites de sonho, a preceder os dias...
Quero que morras de prazer – darei à beça
“É tudo ou nada”, a nossa melodia




** MÍRIAN WARTTUSCH **

sábado, 7 de julho de 2007

ACONCHEGO LOUCO!



Quando me aqueces num aconchego louco
Me pergunto se "tudo" não é ainda "pouco"!
Devassas horas de sofreguidão e insanidade,
Ardentes corpos fundindo-se na eternidade!



Amante tão viril me tocas, me possuis,
Olha-me toda com olhos tão azuis...
Mas quando fechas teus olhos destemidos,
É porque desmaiamos na dor destes sentidos




Que nos consomem de gozo, sem piedade,
Nesta entrega de total leviandade...
Não te contentes, por favor, não vá embora...



Fica um pouco mais, ardamos nesta hora...
Sobram ainda minutos, eu quero te sentir...
Me tenhas de novo... depois, podes partir...




** MÍRIAN WARTTUSCH **

quarta-feira, 4 de julho de 2007

ESCARAVELHO NEGRO



No jardim, uma soberana e altiva rosa
Se delicia ao sabor da brisa matutina...
Tem seu perfume um quê de sensualidade
Nas pétalas suaves, molhadas de neblina.



É como um imã, sua presença no jardim,
Que atraí pelo viço e extrema beleza...
Ninguém o negue, essa fulgente flor
É a mais linda peça de nossa natureza!



Tão cobiçada se abre, assim, oferecida
Recebe no seu seio um estranho visitante
Que vive nela enclausurado,devotado amante



Até que feche suas pétalas para o sufocar...
E neste aperto supremo, por tanto a rosa amar,
O escaravelho negro lhe entrega a sua vida.





** MÍRIAN WARTTUSCH **